maio

Empresa denuncia irregularidades em licitação de ar-condicionado e TCE mantém apuração em Presidente Médici.
O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) decidiu manter o andamento da representação que apura irregularidades no Pregão Eletrônico SRP nº 03/2026 da Prefeitura de Presidente Médici. A licitação prevê a contratação de empresa especializada para aquisição, instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado destinados às secretarias municipais, na gestão do prefeito Caçula Coelho (foto).
A representação foi apresentada pela empresa DENILSON F. SOARES, que aponta possíveis falhas na condução do processo licitatório, atribuindo responsabilidades ao secretário municipal de Administração e Planejamento, Edvane Rubem Teodoro, e ao pregoeiro Jefferson Carlos Carvalho Sousa.
O caso tramita com pedido de medida cautelar, mecanismo utilizado para suspender ou impedir atos administrativos enquanto o mérito da denúncia é analisado pelo Tribunal.
Segundo os autos, o relator do processo, conselheiro Marcelo Tavares Silva, determinou a notificação dos gestores para apresentação de esclarecimentos preliminares no prazo de cinco dias úteis, conforme estabelece a Lei Orgânica do TCE-MA.
As notificações foram expedidas no dia 8 de maio de 2026. Dentro do prazo, o pregoeiro Jefferson Carlos Carvalho Sousa solicitou a prorrogação do período para manifestação, alegando necessidade de reunir documentação e informações necessárias para responder às acusações.
No entanto, o pedido foi negado pelo relator. Na decisão, Marcelo Tavares Silva destacou que a fase atual do processo possui caráter preliminar e serve apenas para subsidiar a análise da medida cautelar, não se confundindo com a fase de defesa ampla dos investigados.
O conselheiro também ressaltou que o artigo 75 da Lei nº 8.258/2005 não prevê prorrogação do prazo nessa etapa inicial, enfatizando a necessidade de garantir celeridade ao procedimento fiscalizatório.
“A não concessão do pedido de prorrogação, neste momento, não prejudicará a futura apresentação da defesa completa dos gestores responsáveis”, destacou o relator na decisão publicada no Diário Oficial Eletrônico do TCE-MA.
Com isso, o Tribunal determinou o retorno dos autos à assessoria técnica do gabinete para acompanhamento do encerramento do prazo das manifestações, etapa necessária antes da análise definitiva sobre eventual concessão da medida cautelar solicitada pela empresa denunciante.
A investigação ocorre em meio ao aumento da fiscalização de licitações públicas realizadas por municípios maranhenses, especialmente em contratos relacionados à manutenção predial, fornecimento de equipamentos e prestação de serviços continuados.
Caso sejam confirmadas irregularidades no certame, o processo poderá resultar em suspensão da licitação, aplicação de multas aos responsáveis e até determinação de anulação do procedimento administrativo.
A decisão foi assinada eletronicamente pelo conselheiro Marcelo Tavares Silva e publicada no Diário Oficial Eletrônico do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão em 18 de maio de 2026.
maio
Folha de pagamento da prefeitura de Lagoa Grande lotada de funcionários faz MP-MA abrir investigação

Neres Policarpo, prefeito de Lagoa Grande do Maranhão.
O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para aprofundar a investigação sobre possíveis irregularidades relacionadas ao excesso de gastos com pessoal na Prefeitura de Lagoa Grande do Maranhão.
A medida foi adotada pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lago da Pedra após indícios de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
De acordo com o procedimento, a apuração teve origem em comunicação encaminhada pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa (CAOP/PROAD), com base em documentos enviados pelo Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). Os dados apontaram que o município teria ultrapassado o limite prudencial de despesas com pessoal, alcançando o percentual de 51,3% da Receita Corrente Líquida.
Segundo o Ministério Público, a Notícia de Fato foi instaurada para verificar possíveis violações ao artigo 22 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece restrições para municípios que excedem os limites de gastos com servidores.
Durante as diligências iniciais, a Prefeitura informou que conseguiu reduzir os índices nos quadrimestres seguintes de 2025, demonstrando aparente retorno aos parâmetros legais. No entanto, o órgão ministerial identificou lacunas na documentação apresentada pelo município, especialmente quanto à ausência de informações detalhadas sobre atos administrativos praticados durante o período em que vigoravam as restrições previstas pela LRF.
Entre os pontos que serão investigados estão possíveis nomeações de servidores comissionados, contratações temporárias, concessão de gratificações, pagamento de horas extras e criação de cargos públicos em período vedado pela legislação fiscal.
Para aprofundar a apuração, o Ministério Público determinou o envio, por parte da Prefeitura de Lagoa Grande do Maranhão, de uma série de documentos e informações referentes ao período entre janeiro e maio de 2025.
Entre eles estão: 1- Relação completa de nomeações e contratações realizadas; 2- Cópias de portarias e contratos administrativos; 3- Folhas de pagamento detalhadas; 4- Informações sobre possíveis admissões de servidores efetivos; 5- Leis, decretos e atos normativos que tenham criado cargos ou alterado vantagens remuneratórias.
O procedimento também busca verificar se eventuais admissões ocorreram dentro das exceções previstas pela própria Lei de Responsabilidade Fiscal, como reposições nas áreas de saúde, educação e segurança pública.
O promotor de Justiça Aarão Carlos Lima Castro destacou que a continuidade das investigações é necessária para assegurar a proteção do patrimônio público e da moralidade administrativa.
Caso sejam constatadas irregularidades, o município e os responsáveis poderão ser alvo de medidas judiciais e administrativas.
maio

Prefeita Nilsilene do Liorne, de Alto Alegre do Maranhão.
O Ministério Público do Maranhão instaurou Procedimento Administrativo para investigar possíveis irregularidades nos descontos de empréstimos consignados realizados na folha de pagamento de servidores públicos do município de Alto Alegre do Maranhão.
A medida foi oficializada pela 1ª Promotoria de Justiça de São Mateus do Maranhão, por meio da Portaria de Instauração nº 12/2026, assinada pelo promotor de Justiça Thiago Lima Aguiar.
Segundo o Ministério Público, a investigação teve origem em representação apresentada pelo SINDSAAMA — Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alto Alegre do Maranhão, que denunciou supostas falhas no repasse dos valores descontados dos salários dos servidores ao Banco Bradesco.
De acordo com a denúncia, embora os descontos dos empréstimos consignados estivessem sendo realizados diretamente nos contracheques dos servidores municipais, os valores não teriam sido devidamente transferidos à instituição financeira conveniada. A situação, conforme apura o MPMA, pode ter provocado sérios prejuízos aos trabalhadores, incluindo cobranças bancárias indevidas, incidência de juros, restrições de crédito, negativação do nome e dificuldades financeiras para os servidores afetados.
O Ministério Público destacou que os empréstimos consignados possuem desconto automático justamente para garantir segurança financeira nas operações bancárias, sendo obrigação do ente público efetuar os repasses corretamente às instituições financeiras. A Promotoria também ressaltou a necessidade de acompanhamento contínuo do caso para assegurar a regularização dos pagamentos e impedir que os servidores continuem sofrendo prejuízos decorrentes da suposta inadimplência da administração municipal.
Como primeiras providências da investigação, o Ministério Público determinou a instauração formal do Procedimento Administrativo, o registro do caso no sistema SIMP e a designação de servidoras para auxiliar nos trabalhos investigatórios. Também foi expedido ofício à prefeita de Alto Alegre do Maranhão para que apresente, no prazo de 10 dias, comprovantes de quitação dos repasses em atraso. Além disso, o Banco Bradesco deverá encaminhar uma lista atualizada dos servidores que possuem pendências relacionadas à ausência de repasses realizados pelo município.
O objetivo da investigação é apurar a extensão das irregularidades, identificar eventuais responsabilidades administrativas e garantir a proteção dos direitos dos servidores públicos municipais afetados pela situação.
maio

Prefeita Elcilene Pinheiro Pereira dos Santos, conhecida como “Professora Cici”.
O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar ilegalidades na Concorrência Eletrônica nº 005/2025, realizada pela Prefeitura de Conceição do Lago Açu/MA para contratação de empresa de engenharia responsável pela recuperação de estradas vicinais do município.
A investigação foi formalizada por meio da Portaria nº 53/2026, assinada pelo promotor de Justiça Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal.
De acordo com o documento, a apuração teve origem na Notícia de Fato nº 008069-509/2025, instaurada ainda em novembro de 2025, após denúncias envolvendo possíveis violações aos princípios da legalidade administrativa, isonomia e transparência no processo licitatório.
Segundo o Ministério Público, o prazo inicial da Notícia de Fato foi encerrado sem que todas as diligências necessárias fossem concluídas, tornando indispensável a conversão do procedimento em Inquérito Civil para aprofundamento das investigações.
Entre os pontos investigados estão possíveis falhas na condução do certame, ausência de informações técnicas consideradas essenciais e suposta omissão de agentes públicos em fornecer documentos requisitados pela Promotoria.
O MP determinou a expedição de novas requisições ao Agente de Contratação e ao Secretário Municipal de Obras e Infraestrutura de Conceição do Lago Açu, cobrando o envio da documentação completa da concorrência eletrônica.
A Promotoria advertiu ainda que a eventual continuidade da omissão no fornecimento de dados poderá configurar crime previsto no artigo 10 da Lei da Ação Civil Pública, além de possível ato de improbidade administrativa.
O objetivo do procedimento é reunir elementos que permitam verificar se houve favorecimento indevido, irregularidades administrativas ou prejuízos ao interesse público durante a contratação da empresa responsável pelas obras de recuperação das estradas vicinais.
O caso seguirá sob acompanhamento do Ministério Público, que poderá adotar medidas judiciais e extrajudiciais conforme o avanço das investigações.
maio

Prefeito Samuel Ribeiro, do município de São Pedro da Água Branca.
O Ministério Público do Maranhão instaurou três procedimentos distintos para investigar irregularidades envolvendo a administração pública de São Pedro da Água Branca. As investigações abrangem denúncias de funcionários fantasmas, pagamentos irregulares de salários, suspeitas de fraudes em contratos milionários e problemas relacionados à segurança no entorno de uma escola infantil do município.
As medidas foram oficializadas por meio de portarias publicadas no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão e assinadas pelo promotor de Justiça Thiago Cândido Ribeiro.
– Denúncia de funcionários fantasmas e irregularidades em folha de pagamento
Uma das investigações apura supostos atos de improbidade administrativa ocorridos durante a gestão da ex-prefeita Marília Gonçalves de Oliveira e da ex-secretária municipal de Educação Miriam da Silva Pereira.
Segundo o Ministério Público, a denúncia foi apresentada pelo vereador Bryan Caldas Siqueira Freire e aponta possíveis irregularidades relacionadas ao pagamento indevido de salários, existência de funcionários fantasmas e favorecimento político-eleitoral dentro da administração municipal.
O procedimento também inclui suspeitas de vícios em processos licitatórios, especialmente envolvendo o Pregão Eletrônico nº 012/2022.
De acordo com a portaria, as diligências iniciais não foram suficientes para esclarecer completamente os fatos, principalmente porque parte da documentação requisitada ainda não teria sido apresentada integralmente pelas investigadas.
Diante da gravidade das denúncias, o Ministério Público converteu a Notícia de Fato em Inquérito Civil para aprofundar as investigações, analisar documentos da folha de pagamento municipal e verificar possíveis prejuízos ao erário.
O órgão ministerial informou ainda que o inquérito terá prazo inicial de um ano, podendo ser prorrogado conforme a necessidade das investigações.
– Contrato milionário de máquinas pesadas entra na mira do MP
Outra investigação instaurada pelo Ministério Público apura irregularidades no Pregão Eletrônico nº 007/2025 e no Contrato nº 20250410PE0072025-2, firmado pela Prefeitura de São Pedro da Água Branca com a empresa REFRIMAR Comércio e Serviços LTDA.
O contrato, destinado à locação de máquinas pesadas com operador para atender a Secretaria Municipal de Obras, possui valor superior a R$ 1 milhão.
A denúncia foi apresentada pelo vereador Magno Nunes da Silva, que levantou suspeitas sobre a capacidade operacional da empresa contratada.
Segundo as informações reunidas pelo Ministério Público, a sede da empresa aparentaria funcionar em uma residência comum, o que levantou suspeitas sobre possível empresa de fachada ou eventual fraude licitatória.
O Ministério Público destacou que as investigações irão analisar toda a documentação do processo administrativo e do pregão eletrônic, além da estrutura operacional da empresa vencedora da licitação.
A Promotoria informou ainda que a apuração poderá subsidiar eventual Ação Civil Pública, inclusive com pedido de indisponibilidade de bens caso sejam constatadas irregularidades.
– MP cobra solução para falta de sinalização em escola infantil
Além das denúncias relacionadas à gestão pública e contratos municipais, o Ministério Público também instaurou Procedimento Administrativo para acompanhar a ausência de sinalização viária adequada no entorno da EMEI Sonho de Criança.
A investigação teve origem após denúncias sobre os riscos enfrentados diariamente por crianças, professores e famílias devido à falta de placas, faixas de pedestres e outros mecanismos de segurança no perímetro escolar.
Segundo o Ministério Público, a escola atende crianças de 2 a 5 anos de idade, o que aumenta a preocupação com possíveis acidentes de trânsito na região.
A Promotoria determinou o envio de ofício à Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura para que a prefeitura informe, no prazo de 15 dias, quais providências já foram adotadas ou apresente um cronograma para implantação da sinalização viária adequada no entorno da unidade escolar.
O Ministério Público afirmou que continuará acompanhando o caso até que sejam adotadas medidas efetivas para garantir segurança à comunidade escolar de São Pedro da Água Branca.
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Cidelândia vira alvo de duas denúncias do Ministério Público por contratações irregulares e investigação de possível dano ao erário.

Prefeito de Cidelândia, Eustaquio Sampaio.
A Prefeitura de Cidelândia, sob a gestão de Eustaquio Sampaio, voltou a ser alvo de medidas do Ministério Público do Maranhão após duas investigações envolvendo supostas irregularidades na administração municipal. Os procedimentos foram conduzidos pela 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia e assinados pelo promotor de Justiça Denys Lima Rego.
As publicações constam no Diário Eletrônico do Ministério Público do Estado do Maranhão, divulgado em maio de 2026.
– TAC cobra realização de concurso público e fim de contratações irregulares
Em uma das medidas, o Ministério Público firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura de Cidelândia após denúncia de contratações irregulares de professores sem concurso público e sem processo seletivo transparente.
A investigação foi instaurada através da Notícia de Fato SIMP nº 001829-509/2026, após denúncia encaminhada à Ouvidoria do MPMA apontando possíveis irregularidades nas contratações temporárias realizadas pelo município.
Segundo o MPMA, a própria Procuradoria Geral do Município confirmou, por meio do Ofício nº 047/2026-PGM, que o município ainda não havia promovido concurso público, mesmo estando o atual governo no segundo ano de mandato.
No TAC, a gestão municipal assumiu o compromisso de realizar concurso público para preenchimento efetivo dos cargos atualmente ocupados por contratados temporários.
O acordo estabelece prazo de até 120 dias para levantamento das vagas e contratação da banca organizadora; 240 dias para publicação do edital; 300 dias para realização das provas; e 360 dias para homologação do resultado final.
O documento também determina que, após a homologação do concurso, o município terá até 60 dias para nomear os aprovados e rescindir os contratos temporários considerados irregulares.
Além disso, a prefeitura fica proibida de realizar novas contratações temporárias fora das hipóteses previstas em lei. Em caso de descumprimento, o TAC prevê multa diária de R$ 5 mil.
O TAC foi disponibilizado no Diário Eletrônico do MPMA no dia 15 de maio de 2026 e publicado oficialmente em 18 de maio de 2026.
– Ministério Público abre inquérito para investigar contrato da empresa Construma
Em outra frente de investigação, o Ministério Público converteu a Notícia de Fato SIMP nº 075677-750/2025 em Inquérito Civil para apurar possíveis irregularidades e dano ao erário envolvendo a contratação da empresa Construma Construtora Serviços Máquinas e Empreendimentos Ltda pela Prefeitura de Cidelândia.
A medida foi formalizada através da Portaria nº 25/2026 da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia.
Segundo o documento, o objetivo é aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades em contratos firmados pelo município com a empresa, incluindo análise de procedimentos licitatórios, contratos e pagamentos realizados.
O Ministério Público determinou que a Prefeitura de Cidelândia encaminhe, no prazo de 10 dias, toda a documentação relacionada aos contratos firmados com a empresa Construma Construtora Serviços Máquinas e Empreendimentos Ltda, inscrita no CNPJ nº 10.469.314/0001-91.
A portaria também determinou o envio de cópia integral dos autos à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), diante da possibilidade de investigação criminal envolvendo ex-gestor com foro por prerrogativa de função.
As duas medidas foram assinadas pelo promotor de Justiça Denys Lima Rego, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia.
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Prefeita Dra. Mariana, de Nova Colinas.
O Ministério Público do Maranhão abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades envolvendo a contratação de empresa de engenharia para realização de obras na área da Educação no município de Nova Colinas, no sul do Maranhão, sob a gestão da Dra. Mariana.
A investigação foi instaurada pela 1ª Promotoria de Justiça de Balsas por meio da Portaria nº 21/2026 – 1ªPJBAL, assinada pela promotora de Justiça Dailma Maria de Melo Brito Fernández.
Segundo o documento, o Ministério Público decidiu converter a Notícia de Fato nº 73/2025 em Inquérito Civil após identificar a necessidade de aprofundar as apurações sobre possíveis ilegalidades na adesão à Ata de Registro de Preços nº 033/2025/SRP/PMFN, originada no Município de Feira Nova do Maranhão e posteriormente utilizada pela Prefeitura de Nova Colinas.
A suspeita levantada pelo Ministério Público envolve a utilização da chamada “adesão à ata”, prática conhecida popularmente como “carona”, para contratação de empresa especializada em serviços de engenharia destinados à reforma e ampliação do prédio da CEAPRE/SEMED, estrutura ligada à Secretaria Municipal de Educação.
O MPMA quer investigar se houve legalidade no processo utilizado pela gestão municipal para aderir à ata de outro município e contratar a empresa responsável pela obra. Entre os pontos que deverão ser analisados estão a regularidade do procedimento administrativo, a justificativa da contratação, os critérios utilizados na adesão, além da execução financeira do contrato.
A investigação também busca verificar se houve possível dano ao erário, expressão utilizada para indicar prejuízo aos cofres públicos em razão de eventuais irregularidades administrativas.
No documento, o Ministério Público destaca que a continuidade das investigações se tornou necessária após o prazo inicial da Notícia de Fato se esgotar sem a completa elucidação dos fatos.
Com a abertura do Inquérito Civil, o caso passa a ter caráter mais aprofundado e poderá resultar em novas diligências, requisição de documentos, oitivas e até eventual ajuizamento de ação por improbidade administrativa caso sejam confirmadas irregularidades.
A portaria ainda determina a comunicação do caso ao Conselho Superior do Ministério Público e a publicação oficial do procedimento no Diário Eletrônico do MPMA.
O procedimento foi disponibilizado no Diário Eletrônico do Ministério Público do Estado do Maranhão no dia 15 de maio de 2026 e publicado oficialmente em 18 de maio de 2026, na edição nº 094/2026.
A investigação ficará sob responsabilidade da 1ª Promotoria de Justiça de Balsas e terá prazo inicial de um ano para conclusão, podendo ser prorrogada conforme o andamento das apurações.
A portaria foi assinada pela promotora de Justiça Dailma Maria de Melo Brito Fernández, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Balsas.
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Denúncia contra Vale do Rio Doce por suposto uso irregular de agrotóxicos leva Ministério Público a abrir investigação em Buriticupu.

Foto meramente ilustrativa…
O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para investigar denúncias de supostos danos ambientais causados pela empresa Vale S.A. na zona rural de Buriticupu.
A denúncia envolve possível contaminação do solo e da vegetação após o uso indiscriminado de agrotóxicos durante serviços de manutenção da ferrovia que corta a região.
A medida foi assinada pelo promotor de Justiça José Frazão Sá Menezes Neto e publicada no Diário Oficial do Ministério Público em 19 de maio de 2026.
Segundo o documento, as denúncias foram apresentadas pela Rede de Agroecologia do Maranhão (RAMA) e pela Associação de Moradores e Produtores Rurais da Comunidade Vila Hosana. As entidades relatam que produtos químicos utilizados na chamada “capina química” ao longo da ferrovia teriam provocado sérios prejuízos ambientais e sociais na comunidade.
De acordo com os relatos encaminhados ao Ministério Público, agricultores afirmam que houve destruição de plantações e perda de culturas agrícolas, além de riscos à saúde dos moradores expostos aos produtos químicos aplicados na vegetação próxima às residências e áreas de produção rural.
A investigação também aponta preocupação com possíveis impactos na segurança alimentar das famílias da comunidade Vila Hosana, localizada na zona rural de Buriticupu, que dependem diretamente da agricultura para subsistência.
No procedimento, o Ministério Público destaca ainda a ausência de resposta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Buriticupu (SEMMA), que teria sido oficiada anteriormente, mas permaneceu sem apresentar os esclarecimentos solicitados mesmo após pedido de prorrogação de prazo.
Diante das denúncias, o MP determinou novas diligências para aprofundar as investigações. Entre as medidas está a expedição de ofício à Vale S.A. exigindo esclarecimentos sobre quais substâncias químicas foram utilizadas na manutenção da ferrovia, quais medidas de contenção teriam sido adotadas e se existia autorização ambiental para a aplicação dos produtos.
O Ministério Público também solicitou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente a realização urgente de vistorias técnicas e elaboração de relatórios sobre os possíveis impactos ambientais na área afetada.
As entidades denunciantes serão notificadas oficialmente sobre a instauração do procedimento, que seguirá acompanhando os desdobramentos das apurações relacionadas aos possíveis danos ambientais e sociais provocados na comunidade rural.
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Diversas páginas noticiosas criadas hospedadas no Instagram tornaram público esta semana um vídeo no qual viaturas da Guarda Municipal de São Luís são flagras com giroflex da shoppe que custa R$ 29 reais.
De acordo com a informação, o equipamento chinês vendido na internet a preço popular foi instalado pela Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (SEMUSC), cujo titular é o delegado de carreira da Polícia Civil do Maranhão Marcos Afonso.
“Os sinalizadores luminosos (giroflex) improvisados de baixíssima qualidade e idênticos a modelos populares vendidos em plataformas de importação barata, como a Shopee, por valores que rondam os R$ 29,00 é uma mistura de mistura vergonha e indignação.” diz trecho da reportagem.
Nas imagens feitas no estacionamento da Guarda Municipal é possível ver em detalhe as barras de LED estroboscópicas fixadas no teto dos veículos. Longe de serem equipamentos homologados e de padrão profissional para veículos de emergência de órgãos de segurança, os sinalizadores instalados são réplicas simples, com fiação exposta e fixação frágil.
“Especialistas e os próprios agentes apontam que esse tipo de acessório de “quinta categoria” não possui a potência luminosa necessária para o tráfego em situações de urgência e apresenta altíssimo risco de curto-circuito, além de queimar com facilidade sob as condições climáticas locais.” Completa.
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Polícia Civil amanhece na porta de Ribeiro Neto, na Chácara Itapiracó, em São Luís.
A Polícia Civil cumpre mandado nesta quinta (21) localizado na Chácara Itapiracó, em São Luís, no sítio do ex-vereador de São Luís e suplente de deputado federal, Aires do Espírito Santo Ribeiro Neto, conhecido popularmente como “Ribeiro Neto”.
A ação integra investigação baseada em denúncias da esposa do parlamentar, Ingrid Campos, que relatou nove anos de suposto histórico de violência, incluindo lesão corporal, ameaça, injúria, estupro de vulnerável e cárcere provado.
Um mandado de busca e apreensão foi solicitado pela delegada Amanda Lopes. Ribeiro Neto também registrou boletins de ocorrência contra a mulher, com quem está em processo de separação.
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