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As palavras da ainda Governadora do Maranhão, Roseana Sarney Murad, durante a entrega da obra milionária de urbanização do Espigão Costeiro, sobre a possibilidade de sua renúncia, refletiram bem o desastre que foi seu governo.
Pressionada por aliados fanáticos pelo poder, tipo Ricardo Murad, Roseana que já tinha confirmado que não entregaria a faixa de Governador do Maranhão para Flávio Dino, agora deve repensar a hipótese.
Ricardo Murad não quer ver Arnaldo Melo sentir o gostinho de assentar-se na cadeira mais importante do Palácio dos Leões, uma vez que foi justamente Melo, um dos autores/conspiradores da histórica rasteiras na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em 2010, que tirou as pretensões de Murad em presidir a Casa do Povo.
Existem, portanto, duas campanhas para ajudar a incerta Roseana Sarney(PMDB) na sua escolha.
A primeira liderada por uma renca de Deputados famintos pelas últimas migalhas do Governo, defendem que Roseana não entregue a faixa para o governador eleito pela maioria esmagadora de votos dos maranhenses na eleição de outubro, Flávio Dino(PCdoB). E portanto, deixe o governo antes de dezembro.
A segunda campanha, que tem como líder Ricardo Murad, luta incessantemente para o “fica até o fim”. E nesse último round entre os próprios aliados da oligarquia que ainda brigam pelo poder em decadência, Roseana, como de costume, se embananou toda com as palavras.
“Estou encerrando o meu mandato no dia 31 de janeiro, mas estou encerrando de cabeça erguida”, disse a governadora errando a data do término do seu desastrado governo. Não sabe ela, que caso fique no governo é somente até o dia 31 de dezembro de 2014.
Quem não perdeu tempo para alfinetar, foi o secretário de Transparência e Controle anunciado por Flávio Dino. O advogado Rodrigo Lago disparou via rede social:
– O Maranhão esperando ansiosamente o fim do (des)Governo Roseana Sarney em dezembro e a governadora inventa a seguinte pérola: “Eu estou encerrando o meu mandato no dia 31 de janeiro”. Mudaram a Constituição e eu nem sabia. Disse Lago.

Ao desandar do Sistema de Segurança Pública no Maranhão, no ritmo alucinante que permitiu a constância de guerras fratricidas entre facções criminosas no sistema penitenciário e colocou São Luís entre as cidades mais violentas do mundo, houve momentos de desalento e incredulidade. Movimentos grevistas se sucederam na PM e na Polícia Civil, secretários de segurança renunciaram à competência e até faltou gasolina nas viaturas.
A Petrobras anunciou aumento de 3% no preço da gasolina e de 5% no diesel nas refinarias. O novo valor entrou em vigor às 0h deesta sexta-feira 07/11. No entanto, o valor do combustível nas bombas depende de determinações dos postos.
Em outubro, foram registrados 84 assassinatos na Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa) – três a mais do que no mês de setembro. A média foi de 2,6 homicídios por dia. Até 31 de outubro, o ano já contabiliza 850 assassinatos – apenas 133 crimes de morte a menos do que em todo o ano passado, que teve 983 homicídios.




